quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ministério da Saúde reforça integração no combate à dengue


O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que representou o ministro Alexandre Padilha na reunião intersetorial realizada na sede do Governo do Estado, na quinta-feira, 13, considerou um modelo para o país o modelo adotado pelo Amazonas para combater a dengue, baseado na parceria entre diversos segmentos do poder público, Forças Armadas, iniciativa privada e população.

Durante o encontro, que também contou com a presença do Coordenador Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanini Coelho, parlamentares, representantes de instituições militares, de saúde pública e privada e dos setores de meio ambiente, defesa civil e educação foi apresentado o panorama da endemia no país e no Amazonas e reforçada a necessidade de intensificação das ações de controle da doença em Manaus e em 28 municípios considerados prioritários.

Jarbas Barbosa disse que a vinda ao Estado teve o objetivo de reconhecer o trabalho das secretarias de saúde do Estado e dos municípios, em especial a de Manaus, onde se concentra grande parcela da população do Amazonas. “Os três níveis de governo devem estar absolutamente irmanados para combater a dengue”, destacou.

Ele disse, ainda, que o Amazonas é o segundo do Norte a receber a equipe do Ministério com a finalidade de somar esforços e consolidar o processo de mobilização da sociedade no combate à dengue, e justificou a ausência do ministro, que viria pessoalmente para o encontro. “Alexandre Padilha acompanha a presidente Dilma ao Rio de Janeiro, para prestar a atenção devida às vítimas da região serrana”.

Plano de Prevenção prioriza 28 municípios do Amazonas
As ações de prevenção e controle da dengue em 2011 foram intensificadas em 28 municípios do Amazonas com maior concentração populacional e onde, nos últimos dois anos, houve registro de casos ou foi identificada a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

O Plano de Prevenção e Controle da Dengue do Governo do Amazonas, elaborado sob a coordenação da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), e em execução desde dezembro do ano passado, tem o objetivo de evitar a ocorrência de dengue e a densidade vetorial nos municípios prioritários, mantendo vigilância permanente nos demais municípios.

Dentre as metas estabelecidas pelo Governo estão manter no mínimo 80% dos municípios prioritários na faixa de baixa incidência (menos de 100 casos por 100 mil habitantes); manter pelo menos 60% dos municípios com índice de infestação de mosquitos menor que 1%; manter abaixo de 2% a taxa de mortes por dengue; e executar o plano de controle da doença para 100% dos municípios.


Equipe visita unidades
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, e o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, acompanhados dos secretários de saúde do Estado, Wilson Alecrim, e do município, Francisco Deodato, após a reunião realizada na sede do Governo do Amazonas, visitaram duas unidades de saúde onde são feitos atendimentos a pacientes com suspeita de dengue.

Eles foram ao SPA Danilo Correa, na zona Norte, e à Unidade Básica de Saúde José Avelino Pereira, na zona Leste.  “A assistência aos pacientes é uma preocupação crescente do Ministério da Saúde e ficamos satisfeitos em ver o preparo desta unidade”, afirmou Giovanini durante visita à área de urgência e internação do SPA Danilo Corrêa.

Fonte: Governo do Amazonas

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ministro da Saúde na "Caravana da Dengue" em Manaus

O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estará em Manaus, nesta quinta-feira (13), cumprindo programação da chamada “Caravana da Dengue”, que percorrerá 16 estados brasileiros. Padilha deverá se reunir com os secretários estadual e municipal de Saúde, Wilson Alecrim e Francisco Deodato, que detalharão as medidas que estão sendo executadas pelo Governo do Estado e Prefeitura de Manaus, para o combate à doença.

Em Manaus, segundo Francisco Deodato, o ministro vai encontrar, já em funcionamento, o mesmo modelo que o Governo Federal passará a adotar no combate à doença em todo o País, que são as parcerias institucionais. “Esse modelo foi construído em especial para o trabalho de combate à dengue e malária e está em perfeita sintonia com o que foi anunciado pelo Governo Federal”, afirmou Francisco Deodato.

Na manhã desta terça-feira (11), após reunião com a presidente Dilma Roussef, Padilha anunciou um plano de ações para combater a dengue no País, que prevê a união de esforços de oito ministérios, atuando de forma coordenada com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Em Manaus, as ações de combate à dengue e à malária executadas pela Prefeitura são coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), mas contam com envolvimento direto de vários outros órgãos do município, como o de Meio Ambiente (Semmas), de Limpeza Pública (Semulsp) e de Educação (Semed). No caso da “Operação Impacto de Combate à Dengue”, as ações têm também a parceria do Governo do Estado, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e do Corpo de Bombeiros, e de instituições como as Forças Armadas.

“Não temos dúvida de que, em Manaus, foi com a construção desta sólida parceria e da adesão irrestrita da população, que se conseguiu manter a cidade livre de uma epidemia de dengue em 2009 e em 2010”, afirmou  Francisco Deodato. O titular da Semsa elogiou a decisão do Governo Federal de apostar no modelo de parceria institucional para enfrentar o risco de epidemia de dengue.

Mapa de risco
O Ministério da Saúde (MS) apresentou, nesta terça-feira, o novo mapa de risco da dengue, relacionando 16 estados brasileiros em risco de epidemia, dentre eles o Amazonas. Segundo informações do ministro Padilha, a lista é preventiva e fazem parte dessa relação até mesmo estados que já estão saindo da situação de risco. “Neste ano, estamos nos antecipando”, afirmou o ministro.

O MS também relacionou 24 cidades com possibilidade de surto de dengue, de acordo com o último Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Manaus não está incluída entre essas cidades. Mas é considerada, junto com mais 153 municípios brasileiros, “em situação de alerta”, ainda levando-se em conta o resultado do LIRAa. Em situação de alerta estão as cidades com índice de infestação pelo mosquito da dengue de 1% a 3,9%. Manaus tem 1,5%.

Quando leva em consideração outros critérios além do LIRAa, o Ministério da Saúde traça um mapa diferenciado, que coloca Manaus entre os 70 municípios “prioritários”, considerados de “alto risco” de surto de dengue e que merecem atenção especial do governo federal. A ampliação dessa categoria é uma medida preventiva do MS, que visa mobilizar as cidades brasileiras em torno do tema. Os critérios considerados foram, dentre outros, incidência atual de casos; incidência de casos nos anos anteriores e sorotipos em circulação.

No caso de Manaus, além das condições propícias da região para a proliferação do mosquito da dengue, a cidade registrou, no último dia 3, com base no resultado de análises feitas no laboratório do Instituto Evandro Chagas, de Belém (PA), o primeiro caso de dengue tipo 4 (DENV-4).

O DENV-4 não circulava no país há 28 anos, mas voltou a ser identificado em meados do ano passado, em Boa Vista (RR). Em Roraima existem 10 casos de dengue tipo 4. Devido ao longo tempo sem a presença DENV-4 no Brasil, a população não tem imunidade a esse tipo da dengue, o que amplia os riscos de uma epidemia da doença, relacionada a esse sorotipo.

Desde o dia 14 de dezembro, como parte do calendário anual das ações de combate à dengue, a Prefeitura de Manaus, em parceria com o Governo do Estado e as Forças Armadas, já vinha executando a chamada “Operação Impacto de Combate à Dengue”, que é deflagrada anualmente, no período chuvoso, mais propício à proliferação das larvas do mosquito transmissor da doença (o Aedes aegypti). O anúncio da presença do DENV-4, levou as secretarias municipal e estadual de Saúde a reforçarem as atividades da operação e adotarem medidas relacionadas ao manejo clínico dos pacientes com suspeita de dengue, para monitorar o surgimento de possíveis novos casos da doença.



Fonte: Assessoria de Imprensa da Semsa