Em entrevista exclusiva ao Amazonas 247, a candidata Vanessa Grazziotin, do PCdoB, que tem o petista Vital Melo como vice, lembra a ação de inconstitucionalidade proposta pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, contra os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. E critica a incoerência do adversário Arthur Virgílio: “Se ele é contra (a proposta de Alckmin), deveria sair do PSDB”.
Manaus, capital do Amazonas é sexta cidade mais rica do Brasil, onde está concentrada a produção de motocicletas e eletrônicos na Zona Franca, promete uma eleição eletrizante. De um lado, um político experiente, o tucano Arthur Virgílio, ex-líder do governo FHC no Senado. De outro, a jovem senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB, que, em 2010, surpreendeu Arthur e o deixou de fora do Senado. Os dois polarizam a eleição – ele com 30% e ela com cerca de 23% – seguidos pelo ex-prefeito Serafim Corrêa, do PSB, que tem 13%. O confronto entre os dois no segundo turno parece ser inevitável.
Ao 247, ela concedeu uma entrevista exclusiva na qual apontou o que considera ser uma das principais incoerências do adversário: a tibieza diante da postura do PSDB em relação aos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. “Se dependesse dos tucanos, a Zona Franca não seria aqui, mas em São Paulo”, dispara. Vanessa lembra ainda que o governador de São Paulo propôs uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra os benefícios. “É algo da maior gravidade, que prejudica nossa economia e corta empregos do povo amazonense”.
Quando entrou na guerra fiscal, São Paulo atraiu para o Estado a produção de celulares e tablets, de empresas como Motorola e Samsung. Em tese, tablets que também são aparelhos de televisão, como o Galaxy, da Samsung, deveriam ser produzidos na Zona Franca, mas estão sendo feitos em São Paulo.
Este tema foi abordado no último debate entre os candidatos, na Band, no qual Arthur Virgílio disse ter rompido com o governador Geraldo Alckmin. Vanessa contesta. “Se ele de fato rompeu, deveria sair do partido e buscar outro abrigo”, afirma.
Um dos diferenciais que Vanessa aponta em sua candidatura é a possibilidade de uma ação integrada entre governo federal, governo estadual e prefeitura, caso seja eleita. “O melhor exemplo é o do Rio de Janeiro, que disparou depois que os poderes pararam de brigar ente si”, diz a senadora, que conquistou o apoio do prefeito do Rio – Eduardo Paes gravou um depoimento em apoio a ela.
Vanessa destaca que, no seu time, ela conta com o ex-presidente Lula, com a presidente Dilma Rousseff, com o líder do governo e ex-governador amazonense Eduardo Braga, bem como com o atual governador Omar Aziz.
Fonte: com informações de Em tempo
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